sábado, 21 de julho de 2007

Pastores mirins

Olá a todos!
O artigo de hoje me foi passado por e-mail há aproximadamente dois meses.
Leiamos e reflitamos...
A Revista "O Globo" de hoje (27/05) publica esta incrível matéria. A manchete é bem nítida: "As crianças que pregam, dão conselhos, atendem desesperados e prometem cura. Conheça crianças que atuam como pastoras nas igrejas evangélicas do país".
A Revista "Família", do Estadão do Maranhão, também publica a mesma matéria. Ao lê-la, finalmente me dei conta de que o termo "pastor" perdeu, por completo, seu conteúdo original. Ser pastor, pelo menos no Brasil, não significa mais ser pregador do Evangelho (Boas Novas) de Jesus Cristo. O significado de ser pastor... é melhor nem falar.
Quero voltar a ser leigo! Voltar a ser servo do outro! Não é à toa que a minha esposa sempre fala que "éramos felizes e não sabíamos". Tenho que concordar. Não há como refutar.
Por que a pressão pelo crescimento? Não tenho dúvidas que a igreja vai crescer. A história demonstra que não apenas igrejas evangélicas, mas também movimentos políticos e econômicos, bem como seitas de toda sorte usam regras semelhantes e prosperam.
Veja onde chegou a banalização do evangelho! Há uma banalização constante da fé e da prática da vida cristã: qualquer um é “conferencista”, ministro de música e louvor; gente medíocre é elevada a um panteão de gênio a qualquer pretexto. Na igreja hoje há uma busca insana de aparecer, e isto é oportunidade para gente inescrupulosa, que busca sacralizar e espiritualizar atitudes e modos.
Um antigo professor do Seminário, Rev. Walmir Soares, já nos dizia: "geralmente os crentes, tudo o que não presta, dão a Deus": "eu não sei cantar, mas como é para a glória de Deus, vou cantar"; "eu não sei pregar, mas como é para a glória de Deus, eu vou pregar"; "eu não sei testemunhar, mas como é para a glória de Deus, eu vou testemunhar". Tudo o que não presta é para a glória de Deus.
É preciso mudar isto. Não agüento mais esta banalização com o Evangelho, não suporto mais essa gente que saiu do mundo, mas não abandonou as práticas do mundo. Gente que se apresentam como “ungidos”, e que estão mais preocupados é com a arrecadação dos seus negócios que chamam de igrejas. Crianças inocentes, falando em nome de Deus, verdadeiros espectros nas mãos desses líderes inescrupulosos que querem que outros façam aquilo que nem eles mesmos conseguem fazer.
Hoje, qualquer um se intitula pastor e tem a esperança, não de ganhar muitas almas, mas muito dinheiro e de ficar rico às custas dos bolsos alheios. Que saudades do tempo onde os homens entravam para o ministério por amor às almas e muitos terminaram suas vidas tão pobres quanto entraram, alguns até dependendo da ajuda alheia para viver dignamente os seus últimos dias. Hoje, uma igreja próspera não se mede pela quantidade de convertidos ou batizados, e sim pelos milhões que tem no banco, e pela postura dos seus líderes. Líderes que estão mais preocupados em fazer política e em aparecer para a mídia do que em realmente ser homens de Deus.
Deus vai pedir conta a esses homens.
Mas... ainda há pastores!...

Soli Deo Gloria

Rev. Ashbell Simonton Rédua

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